
The Dark Side of the Moon
Ano de lançamento: Março de 1973
Estúdio/ao vivo: Estúdio
Nota: 10
O quarto álbum mais vendido de todos os tempos - atrás de Thriller (de Michael Jackson), Saturday Night Fever (Trilha do filme Embalos de Sábado a Noite) e Rumours do Fleetowood Mac, e uma das obras primas do rock. Passados 30 anos desde seu lançamento, o famoso "disco do prisma" continua a arrebatar novos admiradores com sua extraordinária unidade, impecável produção e riqueza individual de cada faixa. A exemplo de "Forever Changes" do Love, "Bryter Laiter" de Nick Drake, uma maturidade e articulação raros de se encontrar no universo pop (quantas outras bandas poderiam não apenas citar contextualizar Thoureau como o Floyd fez em "Time"?) . Entre as batidas cardíacas que que abrem e fecham o álbum representando o ciclo da vida se delineiam um rosário de temas que mapeiam as principais neuroses do homem contemporãnio: alienação (Breathe), ansiedade (Time), isolamento (Us and them), ambição (Money) e a insanidade como única saída real (Brain Damage) . O lado escuro da lua representa a obscura alma humana e nem certo sentido tudo se resolve dentro de uma ambiguidade de conceitos: a loucura é explorada sob um manto de racionalidade e a tecnologia de última geração utilizada para construção de uma obra permeada de humanismo trágico. Num outro plano, existe o espectro de Syd Barrett como fonte, o Pink Floyd pôde sustentar uma comparação com The Piper at the Gates of Dawn. Cada trabalho desde More funcionou como um ensaio gradual até a elaboração de uma produto sem arestas.A excelência do material disponível juntou-se a experiência adquirida após 6 anos de estrada e 7 álbuns. Há total distribuição nas contribuições e tanto Gilmour, Waters ou Wright são peças imprescindíveis do resultado final.
Waters comparece com achados poéticos (Sun is the same in relative way but you're older) para melodias já prontas como "Time" e quando em "Brain Damage", por exemplo, se aventura a compor música e letra. Os versos surgem econômicos e contundentes (You lock the door/and throw away the keys/there's someone in my head but it's not me). Até mesmo Nick Mason, responsável pela edição da fita com vozes de fundo tem uma fundamental participação. Respondendo perguntas do tipo "o que você acha da morte?" ou "Qual foi seu último ato de violência?", pessoas escolhidas aleatoriamente tecem ao longo das canções, comentários paralelos que se integram aquilo que se escuta. Também merecem créditos o produtor Chris Thomas pela mixagem da gravação quadriofônica e Alan Parson pela adesão de efeitos como a caixa-registradora que abre "Money" ou os relógios de "Time". As gravações se iniciaram em Junho de 72 e continuaram em pequenos estúdios até Janeiro de 73, quando o LP foi para as lojas em Março, o grupo, satisfeito com o resultado, aguardava uma entusiástica recepção. O que ninguém podia prever era o nascimento de um fenômeno capaz de resistir ao disco, new have, rap, lambada etc. "Dark Side..." vendeu mais de 20 milhões de cópias, permanecendo 15 anos entre os 200 mais procurados nos Estados Unidos, um recorde ainda hoje, computado no livro dos recordes, o "Guiness Book" e se tornou a óbvio escolha para o primeiro CD lançado na EMI. Segundo a lenda entre Floydianos, as cópias não estavam sendo feitas da matriz e David Gilmour teria ordenado que o erro fosse corrigido imediatamente. A excepcional aceitação levou a EMI- e isto não é lenda-a manter um filial na Alemanha produzindo CD's de "Dark Side..." em tempo integral.
Faixas
01 - Speak to me (Mason)
02 - Breathe (In the air) (Waters-Gilmour-Wright)
03 - On the run (Gilmour-Waters)
04 - Time (Mason-Waters-Wright)
05 - The great gig in the sky (Wright)
06 - Money (Waters)
07 - Us and them (Waters-Wright)
08 - Any color you like (Gilmour-Mason-Wright)
09 - Brain Damage (Waters)
10 - Eclipse (Waters)
Formação
Roger Waters - Baixo/Vocais
David Gilmour - Guitarra/vocais
Richard Wright - Teclados/VocaisNick Mason - Bateria
Ano de lançamento: Março de 1973
Estúdio/ao vivo: Estúdio
Nota: 10
O quarto álbum mais vendido de todos os tempos - atrás de Thriller (de Michael Jackson), Saturday Night Fever (Trilha do filme Embalos de Sábado a Noite) e Rumours do Fleetowood Mac, e uma das obras primas do rock. Passados 30 anos desde seu lançamento, o famoso "disco do prisma" continua a arrebatar novos admiradores com sua extraordinária unidade, impecável produção e riqueza individual de cada faixa. A exemplo de "Forever Changes" do Love, "Bryter Laiter" de Nick Drake, uma maturidade e articulação raros de se encontrar no universo pop (quantas outras bandas poderiam não apenas citar contextualizar Thoureau como o Floyd fez em "Time"?) . Entre as batidas cardíacas que que abrem e fecham o álbum representando o ciclo da vida se delineiam um rosário de temas que mapeiam as principais neuroses do homem contemporãnio: alienação (Breathe), ansiedade (Time), isolamento (Us and them), ambição (Money) e a insanidade como única saída real (Brain Damage) . O lado escuro da lua representa a obscura alma humana e nem certo sentido tudo se resolve dentro de uma ambiguidade de conceitos: a loucura é explorada sob um manto de racionalidade e a tecnologia de última geração utilizada para construção de uma obra permeada de humanismo trágico. Num outro plano, existe o espectro de Syd Barrett como fonte, o Pink Floyd pôde sustentar uma comparação com The Piper at the Gates of Dawn. Cada trabalho desde More funcionou como um ensaio gradual até a elaboração de uma produto sem arestas.A excelência do material disponível juntou-se a experiência adquirida após 6 anos de estrada e 7 álbuns. Há total distribuição nas contribuições e tanto Gilmour, Waters ou Wright são peças imprescindíveis do resultado final.
Waters comparece com achados poéticos (Sun is the same in relative way but you're older) para melodias já prontas como "Time" e quando em "Brain Damage", por exemplo, se aventura a compor música e letra. Os versos surgem econômicos e contundentes (You lock the door/and throw away the keys/there's someone in my head but it's not me). Até mesmo Nick Mason, responsável pela edição da fita com vozes de fundo tem uma fundamental participação. Respondendo perguntas do tipo "o que você acha da morte?" ou "Qual foi seu último ato de violência?", pessoas escolhidas aleatoriamente tecem ao longo das canções, comentários paralelos que se integram aquilo que se escuta. Também merecem créditos o produtor Chris Thomas pela mixagem da gravação quadriofônica e Alan Parson pela adesão de efeitos como a caixa-registradora que abre "Money" ou os relógios de "Time". As gravações se iniciaram em Junho de 72 e continuaram em pequenos estúdios até Janeiro de 73, quando o LP foi para as lojas em Março, o grupo, satisfeito com o resultado, aguardava uma entusiástica recepção. O que ninguém podia prever era o nascimento de um fenômeno capaz de resistir ao disco, new have, rap, lambada etc. "Dark Side..." vendeu mais de 20 milhões de cópias, permanecendo 15 anos entre os 200 mais procurados nos Estados Unidos, um recorde ainda hoje, computado no livro dos recordes, o "Guiness Book" e se tornou a óbvio escolha para o primeiro CD lançado na EMI. Segundo a lenda entre Floydianos, as cópias não estavam sendo feitas da matriz e David Gilmour teria ordenado que o erro fosse corrigido imediatamente. A excepcional aceitação levou a EMI- e isto não é lenda-a manter um filial na Alemanha produzindo CD's de "Dark Side..." em tempo integral.
Faixas
01 - Speak to me (Mason)
02 - Breathe (In the air) (Waters-Gilmour-Wright)
03 - On the run (Gilmour-Waters)
04 - Time (Mason-Waters-Wright)
05 - The great gig in the sky (Wright)
06 - Money (Waters)
07 - Us and them (Waters-Wright)
08 - Any color you like (Gilmour-Mason-Wright)
09 - Brain Damage (Waters)
10 - Eclipse (Waters)
Formação
Roger Waters - Baixo/Vocais
David Gilmour - Guitarra/vocais
Richard Wright - Teclados/VocaisNick Mason - Bateria
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